Teste do Pezinho será ampliado e detectará novas doenças

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O teste do pezinho é um importante programa de prevenção de doenças. Com ele, é possível identificar patologias diversas logo no nascimento da criança, o que facilita o tratamento dessas doenças e auxilia na formulação de políticas públicas. Recentemente, o Projeto de Lei 5.043/2020, cujo objeto amplia o número mínimo de doenças a serem rastreadas pelo teste do pezinho, irá aperfeiçoar o Programa Nacional de Triagem Neonatal – PNTN e a triagem neonatal.


A ampliação da triagem neonatal no país, por meio do teste do pezinho, terá seu espectro de detecção de doenças ampliado e, com isso, poderá diagnosticar muito mais crianças com doenças congênitas de manifestação precoce. Em suma, mais qualidade de vida para essas crianças, proporcionando um futuro melhor para todas as famílias.


Atualmente, o teste do pezinho realizado pelo Sistema Único de Saúde – SUS engloba as seguintes doenças: hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, anemia falciforme, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e a deficiência de biotinidase. Com a mudança na legislação, o exame passará a alcançar 50 doenças, medida essa que será implementada de forma escalonada, em prazo a ser definido pelo Ministério da Saúde – MS.


Como todas essas doenças são raras e de difícil diagnóstico (quando ele acontece é tardio), as sequelas costumam ser irreversíveis para as crianças. O teste do pezinho ajuda na identificação dessas doenças e isso impacta na vida das crianças de forma substancial. Além disso, o Aconselhamento Genético – a mais simples e barata forma de prevenção primária – das famílias que terão seus filhos diagnosticados será igualmente fundamental, para que saibam se existem e quais são os riscos de virem a ter outros filhos com a mesma condição detectada pelo teste do pezinho ampliado.


Porém, devemos ficar atentos aos futuros desafios. Nada adianta um diagnóstico precoce se o sistema de saúde não oferecer condições para o pleno atendimento destas crianças, incluindo, principalmente, mas não somente, o acesso aos respectivos tratamentos.

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