Jejum perioperatório. Melhorando o desconforto do seu paciente.

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O longo período de jejum perioperatório é alvo de estudo nos últimos anos. Um dos principais tópicos discutidos neste sentido é a ingestão de líquidos claros acrescidos de módulos de carboidratos horas antes da cirurgia.

Atualmente, o jejum prolongado antes de determinadas cirurgias aparece como um fator que auxilia para a piora da resistência insulínica, estando diretamente associado a piores desfechos, como o maior tempo de internação e maior expressão inflamatória após cirurgias de grande porte. O jejum prolongado está também associado a maiores índices de ansiedade e maior percepção de fome e sede, além de maior frequência de náuseas e vômitos no pós-operatório, impactando no bem-estar dos pacientes.

Complicações associadas ao jejum prolongado aparecem como:

• Resistência à insulina;

• Maior tempo de hospitalização;

• Maior índice de ansiedade;

• Maior frequência de náuseas e vômitos no pós-operatório;

• Maiores perdas nitrogenadas.

Sendo assim, na prática, a abreviação do jejum tem se mostrado segura e essencial para acelerar a recuperação pós-cirúrgica

Uma ingestão de líquidos claros, contendo carboidratos (em especial a maltodextrina), em torno de duas a três horas antes da cirurgia, é preconizado pelos novos protocolos, diretrizes e guidelines. O impacto desta intervenção traz resultados positivos na resistência à insulina e no tempo de internação em pacientes submetidos a cirurgias de grande porte. Segundo a Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral – SBNPE, a recomendação de tempo de jejum para cirurgias eletivas deve ser de seis horas para alimentos sólidos e duas horas para líquidos claros, que contenham carboidratos. A recomendação de carboidratos é de 200 – 400 ml na diluição, a 12,5%, entre seis e duas horas antes da cirurgia.

O projeto ACERTO e o projeto ERAS também  recomendam a oferta de solução enriquecida de carboidratos até duas horas antes da cirurgia. Atualmente, existem vários módulos de carboidratos no mercado. Quando o mesmo apresentar 100% de maltodextrina, atenderá as recomendações das principais diretrizes, podendo ser uma estratégia ideal para uso pré-cirúrgico e para abreviar o jejum, contribuindo para um melhor desfecho pós-operatório.

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